A ação foi apresentada pela farmacêutica Eli Lilly, fabricante do Mounjaro
A Justiça de São Paulo determinou que a Prefeitura de Urupês, no interior do estado, interrompa a aplicação de tirzepatida manipulada em pacientes com obesidade atendidos pela rede pública de saúde. A decisão é provisória e foi tomada em primeira instância. O município recorre da determinação.
A ação foi apresentada pela farmacêutica Eli Lilly, fabricante do Mounjaro. A empresa argumenta que o programa municipal não segue as normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para a utilização de medicamentos produzidos em farmácias de manipulação.
Criada em fevereiro, a iniciativa ganhou popularidade nas redes sociais com o nome de Bolsa Mounjaro. Urupês foi o primeiro município paulista a disponibilizar tirzepatida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para o tratamento da obesidade, priorizando pacientes que aguardavam pela cirurgia bariátrica. Inicialmente, a previsão era atender 200 pessoas, mas o número foi ampliado para 400, segundo a prefeitura.
A iniciativa municipal não está relacionada à promessa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de distribuir canetas emagrecedoras pelo SUS, que ainda depende de etapas para ser implementada. Também não tem ligação com o projeto-piloto do Ministério da Saúde no Rio Grande do Sul, que realiza testes com a semaglutida. O programa foi desenvolvido exclusivamente pela administração municipal de Urupês.