Nesta terça-feira (4), o Rio Grande do Sul já tem risco de chuva forte, granizo e acumulados de até 80 milímetros. No restante do país, o calor e o ar seco predominam em grande parte do Sudeste, Centro-Oeste e interior do Nordeste.
Uma nova frente fria deve provocar temporais, chuva volumosa e ventos fortes no Centro-Sul do Brasil entre a próxima quinta-feira (6) e sábado (8).
Antes da chegada do sistema, contudo, esta terça-feira (4) já será marcada por instabilidades no Rio Grande do Sul, pancadas no litoral do Nordeste e tempo quente e seco em boa parte do Sudeste, do Centro-Oeste e do interior do país.
A mudança mais intensa está prevista para a segunda metade da semana. A formação de um ciclone extratropical ao sul do Rio Grande do Sul deve reforçar uma frente fria e aumentar o risco de chuva forte, granizo e rajadas acima de 80 km/h nos três estados do Sul.
Depois, o sistema avança e provoca aumento do vento em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Mato Grosso do Sul.
No Sudeste, os modelos indicam rajadas acima de 70 km/h entre quinta-feira e sábado por causa da formação de uma nova frente de rajada, uma faixa de ventos fortes que se desloca à frente de uma frente fria ou de uma área de tempestade.
Na última semana, o sistema provocou ventos de mais de 120 km/h em áreas do Sudeste, deixou mortos, derrubou árvores, destelhou imóveis e afetou serviços de transporte em São Paulo e no Rio de Janeiro.
"Neste primeiro momento, os modelos não indicam rajadas tão intensas quanto as registradas na semana passada", explica César Soares, meteorologista da Climatempo.
"Ainda assim, são esperados ventos com potencial para causar transtornos, a partir de quinta-feira e ao longo de sexta-feira e sábado".
?? As projeções ainda podem mudar nos próximos dias, principalmente em relação à intensidade e à localização das rajadas.
A tendência, no entanto, é de que o Sul tenha os maiores volumes de chuva e os ventos mais intensos. No Sudeste, o principal impacto deve ser a ventania, com chuva mais irregular e mal distribuída.
Nesta terça-feira, a chuva já atinge áreas do sul e do oeste do Rio Grande do Sul e deve se espalhar por outras regiões ao longo do dia.
Os volumes podem chegar a 80 milímetros em alguns pontos do estado, uma quantidade elevada para um único dia.
A chuva também pode alcançar o oeste e o sul de Santa Catarina e áreas do oeste e do sudoeste do Paraná entre a tarde e a noite, mas de forma mais isolada.
De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), os maiores acumulados desta semana devem ficar concentrados na Região Sul. No Rio Grande do Sul, os volumes podem alcançar 50 milímetros nesta terça-feira e continuar elevados na quarta-feira (5).
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Depois de atravessar o Sul, a frente deve se aproximar do Sudeste entre quinta e sexta-feira. O sistema encontra uma massa de ar quente e seco instalada sobre São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.
Segundo a Climatempo, o Sudeste deve registrar mais vento do que chuva durante a passagem do sistema, a instabilidade fica restrita ao Espírito Santo, ao leste de Minas Gerais e a trechos do litoral de São Paulo e do Rio de Janeiro.
As pancadas podem ocorrer de forma isolada em São Paulo e no Rio de Janeiro, sem alcançar todas as cidades com a mesma intensidade. As rajadas, porém, podem atingir uma faixa maior.
Em São Paulo (SP), esta terça-feira será de sol, calor e tempo seco, com máxima perto dos 26°C. A temperatura ainda sobe na quarta-feira, antes do aumento das nuvens e da intensificação dos ventos. A partir de quinta-feira, há possibilidade de chuva isolada, queda de temperatura e rajadas fortes.
O centro, o norte e o leste paulista devem registrar umidade entre 20% e 30% durante a tarde. No interior, os índices podem ficar ainda menores. A Defesa Civil de São Paulo acompanha as atualizações dos modelos e prepara medidas para a possibilidade de vento forte.
No Rio de Janeiro (RJ), o tempo permanece firme e quente nesta terça-feira, com máxima que pode chegar aos 32°C. Nos próximos dias, a temperatura pode subir ainda mais antes da passagem da frente fria.
O vento ganha força entre sexta-feira e sábado, principalmente no litoral, em áreas abertas e em regiões elevadas.
Mato Grosso do Sul também deve sentir os efeitos da frente fria. Nesta terça-feira, já há previsão de pancadas no oeste, no sudoeste e no sul do estado, principalmente perto das divisas com o Paraguai e o Paraná. A chuva pode ocorrer com trovoadas e rajadas.
Em Campo Grande (MS), a máxima pode chegar aos 30°C nesta terça-feira, com sol entre nuvens e possibilidade de chuva fraca e isolada. Em Cuiabá (MT), o tempo permanece seco e muito quente, com máxima em torno dos 36°C.
Na maior parte do Centro-Oeste, o ar seco continua predominando. Goiás, Distrito Federal e grande parte de Mato Grosso terão sol forte, temperaturas elevadas e umidade abaixo de 30%. Em pontos do norte de Goiás e do nordeste de Mato Grosso, os índices podem cair abaixo de 20%.
No Nordeste, a chuva fica concentrada na faixa litorânea. Nesta terça-feira, há previsão de pancadas entre o sul da Bahia e o Rio Grande do Norte, com maior intensidade em pontos de Alagoas, Pernambuco e Paraíba.
O Cemaden considera moderada a possibilidade de alagamentos nas regiões de Recife (PE) e João Pessoa (PB).
A chuva pode provocar transbordamentos de córregos e acúmulo de água em áreas urbanas com drenagem insuficiente. Na Região Metropolitana do Recife, também existe risco moderado de deslizamentos pontuais em encostas.
Na Região Norte, o calor e a umidade favorecem pancadas isoladas no oeste e no norte do Amazonas, em Roraima, Rondônia, Amapá e partes do Pará. No oeste do Amazonas, os acumulados da semana podem passar de 80 milímetros em alguns pontos.
Manaus (AM) pode registrar máxima de 33°C, com chuva isolada. Porto Velho (RO) chega a cerca de 34°C. Em Palmas (TO), a máxima pode alcançar 36°C, com sol forte e umidade abaixo de 20%.
No restante do Tocantins, no centro-sul do Pará e em áreas do Acre, o tempo fica firme e quente. A combinação de calor e ar seco também eleva o risco de queimadas nessas regiões.