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Empresários e profissionais da saúde são presos por esquema com medicamentos irregulares no ES

Publicado em: 29/05/2026

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Grupo é investigado por usar substâncias não autorizadas, incluindo produto experimental para emagrecimento

 

Seis pessoas — sendo quatro empresários e dois profissionais ligados a unidades de saúde — foram presas nesta quinta-feira (28) durante uma operação da Polícia Civil contra a comercialização e aplicação de medicamentos irregulares na Grande Vitória.

 
A ação, batizada de “Efeito Colateral”, cumpriu mandados de busca e apreensão e de prisão nos municípios de Vila Velha e Serra. Os nomes dos investigados não foram divulgados.

Segundo a polícia, o grupo aplicava substâncias de alto custo, inclusive em farmácias e unidades de saúde, sem autorização dos órgãos reguladores. Entre os produtos identificados está a retatrutida, utilizada para emagrecimento, medicamento ainda em fase de testes e não liberado para uso no Brasil.
 
De acordo com o delegado Eduardo Passamani, os suspeitos atuavam de forma semelhante, utilizando as mesmas marcas, estratégias de divulgação e modo de operação.
 
As investigações também apontaram que a venda dos produtos era feita principalmente pelas redes sociais, com anúncios em grupos de mensagens e publicações em formato de “stories”.
 
 
 Esquema envolvia líder e distribuição irregular
 
Das seis prisões, cinco foram em flagrante e uma por mandado judicial. Um homem de 36 anos, detido no bairro Central Carapina, na Serra, é apontado como o principal distribuidor dos medicamentos irregulares no Espírito Santo e possível líder do grupo.
 
Na casa dele, foi apreendida uma arma legalizada, que acabou recolhida pelos policiais devido à autuação criminal.
 
Em outro endereço, os agentes encontraram medicamentos possivelmente furtados de unidades de saúde, além de produtos vencidos. Já na residência de um funcionário da área da saúde, foram localizados carimbos e atestados médicos em branco.
 
 
 Medicamentos vinham do exterior
 
As apurações indicam que parte dos medicamentos era trazida do Paraguai, entrando no Brasil pela região do Mato Grosso. Segundo a polícia, os investigados mantinham contato com pessoas responsáveis pelo transporte, mas detalhes da rota não foram divulgados para não comprometer as investigações.
 
 
Risco à saúde
 
A Polícia Civil alertou para os riscos do uso dessas substâncias. Segundo o delegado Jordano Bruno, os produtos podem causar efeitos graves, como necrose e outras complicações.
 
 
 Investigação continua
 
A operação foi conduzida pela Superintendência de Polícia Especializada (SPE) e pela Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon), com apoio da Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública. Cerca de 50 policiais participaram da ação.
 
Os suspeitos podem responder por crimes contra a saúde pública, com penas que variam de 10 a 15 anos de prisão.

 

 


Fonte: noroeste news