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?Destruíram a minha família?: dor e revolta marcam relato de parentes após chacina em Cariacica

Publicado em: 25/05/2026

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Sobrevivente segue internado após ataque que matou três pessoas da mesma família; polícia aponta ação de facção criminosa em Flexal 2.

Um desabafo carregado de dor e indignação marcou o depoimento exclusivo de uma familiar das vítimas da chacina que chocou o bairro Flexal 2, em Cariacica, no último sábado (23). O ataque brutal resultou na morte de quatro pessoas e deixou um sobrevivente em estado grave. Entre os mortos identificados estão Hélio da Silva Souza, o filho dele, Jean, além de Ruan Carlos da Silva Ribeiro e Carlos Daniel Rocha.

“Eles destruíram a minha família, mas vão pagar. Deus tem um peso, a mão de Deus é pesada. Eu só espero que a polícia faça o trabalho dela, faça justiça”, desabafou a parente, que preferiu não se identificar.

Ação orquestrada por facção

As investigações iniciais da Polícia Civil apontam que o crime foi cometido por integrantes da facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP), que dita regras rígidas de comportamento e circulação na comunidade. O ataque aconteceu em plena luz do dia, enquanto as vítimas trabalhavam cortando madeira em um terreno que pertencia a uma igreja local, serviço para o qual tinham autorização.

A principal linha de investigação sugere que o grupo de trabalhadores teria sido executado após não se submeter a ordens impostas pelos criminosos ao passarem pela área. Os suspeitos teriam saído do local e retornado pouco tempo depois em motocicletas com outros comparsas para realizar a execução.

Histórico de conflitos

A polícia apurou que o conflito entre membros da família e os traficantes locais não é recente e vinha se arrastando desde 2021. Na época, uma das vítimas teria batido de frente com os criminosos para impedir a instalação de uma boca de fumo na comunidade, o que desencadeou uma série de ameaças e episódios de violência posteriores.

Até o momento, as autoridades identificaram Leandro da Penha, de 28 anos, conhecido como “Mané”, e Caio Mota, de 31 anos, vulgo “O Feinho”, que já se encontra preso , como envolvidos na ação da facção. A Polícia Civil continua trabalhando no caso para identificar e localizar outros possíveis participantes do ataque.

O único sobrevivente da chacina passou por procedimentos cirúrgicos e segue internado em estado grave. Devido à hospitalização, ele não pôde comparecer ao sepultamento do pai e do irmão, que ocorreu no domingo (24), sob forte clima de comoção em Cariacica.


Fonte: portal ponto 3