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Um dos principais fornecedores do PCV é preso no Rio de Janeiro durante Operação Escobar

Publicado em: 18/05/2026

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Conhecido como “Da Pop”, suspeito apontado como peça-chave do tráfico no Espírito Santo tentava esconder atividades criminosas sob perfil de investidor.

Um dos criminosos mais procurados do Espírito Santo, José Paulo de Souza Ferreira Júnior, conhecido como “Da Pop”, foi preso na última sexta-feira (15) em Arraial do Cabo, na Região dos Lagos, no Rio de Janeiro.

A prisão aconteceu durante a Operação Escobar, realizada pela Polícia Civil do Espírito Santo (PCES), em ação conjunta com a Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ) e com apoio do Ministério Público do Espírito Santo (MPES).

Segundo as investigações, “Da Pop” era apontado como um dos principais fornecedores de drogas do Primeiro Comando de Vitória (PCV), atuando como peça estratégica na estrutura financeira e operacional da facção criminosa. De acordo com a polícia, ele estava vivendo em Arraial do Cabo e tentava ocultar suas atividades ligadas ao tráfico apresentando-se como investidor.

Condenação superior a 25 anos

Na segunda quinzena de abril deste ano, José Paulo recebeu uma nova condenação de 25 anos e três meses de prisão em regime fechado, por crimes de associação para o tráfico e organização criminosa.

A pena foi agravada em razão da reincidência, da posição de liderança dentro da organização, do uso de armamentos pelo grupo e da ligação comprovada com facções criminosas nacionais, entre elas o Comando Vermelho (CV).

A sentença descreve o investigado como integrante central da estrutura criminosa.

Segundo a decisão judicial, ele era responsável por coordenar o fornecimento de grandes quantidades de drogas provenientes de outros estados e por gerenciar transações financeiras de alto valor.

Documentos e provas extraídas de aparelhos eletrônicos revelaram uma contabilidade detalhada da organização, incluindo transferências bancárias milionárias e negociações envolvendo dezenas de quilos de entorpecentes.

Histórico de prisões e fugas

As investigações apontam que José Paulo passou um período foragido em comunidades da periferia do Rio de Janeiro após deixar o sistema prisional capixaba.

Em 2024, houve uma tentativa de captura, mas a operação não teve sucesso.

O histórico prisional mostra que o suspeito entrou e saiu diversas vezes do sistema penitenciário por meio de alvarás de soltura. Entre as passagens registradas, ele esteve preso em 2016, voltou a ser detido em 2020 e retornou ao sistema novamente em 2022.

Alianças com facções e ordens enviadas de presídios

A sentença também cita a ligação entre o PCV, o Comando Vermelho e a chamada “Tropa do BI”, grupos que atuavam em parceria para aquisição de armas e drogas.

Segundo a investigação, o PCV recebia drogas de estados como São Paulo e Rondônia, além de armamentos e entorpecentes enviados diretamente do Rio de Janeiro.

Na época, “Da Pop” integrava o núcleo de comando da facção, liderada por Carlos Alberto Furtado, conhecido como “Beto”, atualmente custodiado no Presídio Federal de Porto Velho, em Rondônia.

As investigações apontam ainda que integrantes do grupo utilizavam advogados como intermediários para transportar mensagens manuscritas conhecidas como “catuques” entre presídios e membros que estavam em liberdade.

Esse sistema, segundo a Justiça, permitia que lideranças continuassem comandando ações criminosas, articulando negociações de armas e mantendo influência sobre comunidades mesmo estando presos.


Fonte: portal ponto 3