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Guerra entre facções: homicídio em Vitória é esclarecido e polícia prende dois suspeitos

Publicado em: 28/04/2026

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Crime ligado ao tráfico desencadeou ataque com quatro baleados e ampliou tensão entre grupos rivais.

Polícia Civil do Espírito Santo concluiu as investigações sobre a morte de um homem de 46 anos, ocorrida em 1º de dezembro de 2025, no Morro do Quadro, em Vitória. Segundo a corporação, a vítima atuava como olheiro do tráfico de drogas no Morro do Cabral e foi assassinada por integrantes de um grupo rival. O caso agravou a disputa entre facções e resultou em novos episódios de violência na região.

De acordo com o delegado adjunto da Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Vitória, Moreno Gontijo, o crime ocorreu em uma rua situada na divisa entre os morros do Quadro e do Cabral.

“Ele foi preso com drogas, dinheiro, celular. Luan não tem relação com o homicídio de dezembro, mas era o ‘frente’ do morro”, declarou o delegado Moreno Gontijo.

Durante as diligências, os policiais também prenderam Luan Alexandre Coutinho Augusto, de 23 anos, apontado como chefe do tráfico de drogas no Morro do Quadro. Apesar da posição de liderança, ele não teria participação direta no homicídio investigado.

 

Execução e disputa entre facções

As investigações apontam que três suspeitos; dois adultos e um adolescente, ligados ao Morro do Quadro e associados ao Primeiro Comando da Capital (PCC) foram até o local e executaram a vítima, que teria ligação com o Primeiro Comando de Vitória (PCV), grupo rival.

Após o assassinato, integrantes do Morro do Cabral teriam reagido. Em janeiro de 2026, um ataque foi registrado no Morro do Quadro, deixando quatro pessoas feridas, entre elas uma criança.

Suspeitos identificados

Durante a apuração, a Polícia Civil identificou os envolvidos no crime. Os adultos foram apontados como Cauã das Chagas Freitas, de 20 anos, e Lorran da Silva Ferreira, de 21 anos. Ambos foram presos.

O adolescente que também teria participado da ação ainda não foi apreendido, mas a polícia já solicitou a internação.

O caso é tratado como mais um episódio da disputa territorial entre facções criminosas na Capital, e segue sob acompanhamento das autoridades de segurança pública.

 


Fonte: portal ponto 3