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Justiça Federal decreta Prisão Preventiva de MC Ryan SP, Poze do Rodo e dono da Choquei

Publicado em: 24/04/2026

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Decisão do juiz de Santos ocorre após reviravolta jurídica e aponta risco de continuidade em esquema bilionário de lavagem de dinheiro do PCC.

O cenário jurídico da Operação Narco Fluxo ganhou novos e dramáticos capítulos nesta quinta-feira (23). O juiz Roberto Lemos dos Santos Filho, da 5ª Vara Federal de Santos, decretou a prisão preventiva dos artistas MC Ryan SP e Poze do Rodo, além de Raphael Sousa Oliveira, proprietário da página Choquei, e outros 33 investigados.

A medida ocorre logo após uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que havia colocado os suspeitos em liberdade, criando um embate jurídico sobre a manutenção das custódias no caso que apura um esquema de R$ 1,6 bilhão ligado à facção criminosa PCC.

O Embate entre STJ e a 5ª Vara Federal

Na manhã de hoje, o ministro Messod Azulay Neto (STJ) havia concedido habeas corpus aos investigados, apontando irregularidades no prazo das prisões temporárias — que foram fixadas em 30 dias, embora a Polícia Federal tivesse solicitado inicialmente apenas cinco.

Entretanto, o juiz Roberto Lemos atendeu a um novo pedido da PF, convertendo as prisões em preventivas (sem prazo determinado). O magistrado justificou que a liberdade dos envolvidos representa um “risco concreto de continuidade das atividades ilícitas” e que a estrutura da organização criminosa permite uma rápida recomposição caso os líderes estejam soltos.

MC Ryan SP apontado como peça central

Um dos pontos de maior impacto na decisão judicial é o papel atribuído a MC Ryan SP. Segundo as investigações da Polícia Federal, o artista não seria apenas um colaborador, mas o beneficiário final do esquema.

  • O esquema: Lavagem de capitais oriundos de jogos de azar não regulamentados, rifas clandestinas e tráfico de drogas.

  • A estrutura: Uso de plataformas de apostas (bets) para “limpar” recursos do tráfico internacional de cocaína.

Números da Operação Narco Fluxo

Deflagrada no último dia 15, a operação é um desdobramento de investigações anteriores (Narco Bet e Narco Vela) e revela números astronômicos:

  • R$ 1,6 bilhão: Valor estimado da movimentação financeira do grupo.

  • R$ 2,26 bilhões: Montante de bens sequestrados pela Justiça.

  • 3 toneladas: Quantidade de cocaína vinculada ao fluxo financeiro investigado.

  • 90 mandados: Cumpridos por cerca de 200 policiais em diversos estados, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo.

Para o magistrado, qualquer medida alternativa à prisão, como o uso de tornozeleira eletrônica, seria insuficiente diante da complexidade da organização e dos riscos à ordem pública e à instrução do processo.


Fonte: portal ponto 3