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Anvisa proíbe perfumes íntimos e produtos para calvície irregulares

Publicado em: 23/04/2026

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Medida determina recolhimento de perfumes íntimos e fibras capilares vendidos sem registro ou em desacordo com normas sanitárias

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a proibição e o recolhimento de diversos cosméticos vendidos no país, entre eles perfumes íntimos e produtos utilizados para disfarçar a calvície. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira (22/4) após a identificação de irregularidades sanitárias.

Entre os itens atingidos estão produtos comercializados como “perfume de calcinha”, com fragrâncias como maçã do amor, chocolate e morango. Segundo a agência, os cosméticos tiveram a regularização cancelada por estarem classificados de forma inadequada na categoria de produtos.

Com a medida, todos os lotes dos perfumes íntimos fabricados pela empresa Apinil Indústria e Comércio de Cosméticos ficam proibidos de ser fabricados, comercializados, distribuídos ou divulgados. O uso dos produtos também foi vetado e os itens devem ser recolhidos do mercado.

Produtos para calvície também foram barrados

A decisão da Anvisa também atingiu fibras capilares usadas para disfarçar falhas no couro cabeludo. Os produtos costumam ser aplicados sobre os fios para dar a aparência de maior volume em áreas com queda de cabelo.

De acordo com a agência, algumas dessas fibras estavam sendo comercializadas sem registro sanitário e por empresas que não possuem autorização de funcionamento. Entre os itens identificados estão versões nas cores castanho e preto vendidas como maquiagem capilar, além de produtos sem identificação clara de fabricante.

Segundo a Anvisa, a venda de cosméticos sem registro e sem autorização representa infração à legislação sanitária e impede a verificação adequada da segurança e da qualidade dos produtos.

A agência orienta que consumidores interrompam o uso de produtos irregulares e verifiquem se cosméticos estão devidamente registrados antes da compra. A consulta pode ser feita nos canais oficiais da própria Anvisa.

 


Fonte: FA notícias