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Ricardo Ferraço define nova cúpula da Polícia Civil no Espírito Santo

Publicado em: 09/04/2026

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Nomeações incluem delegado-geral adjunto e mudanças na área de inteligência da segurança pública.

O governador Ricardo Ferraço oficializou, nesta quinta-feira (9), a nova cúpula da Polícia Civil do Espírito Santo. As nomeações foram publicadas no Diário Oficial do Estado e consolidam mudanças estratégicas na estrutura da segurança pública capixaba.

Após anunciar, na última segunda-feira (6), o nome de Jordano Bruno Gasperazzo Leite como delegado-geral, o governo confirmou também Fabrício Araújo Dutra para o cargo de delegado-geral adjunto.

Para assumir o comando da corporação, Jordano deixa a função de subsecretário de Estado de Inteligência. Em seu lugar, foi nomeado Paulo Expedicto Amaral Neto, que já atuou como titular da Delegacia de Crimes Contra a Vida (DCCV) e gerente do Disque-Denúncia.

Fabrício Araújo Dutra possui experiência em áreas operacionais e estratégicas da Polícia Civil. Ele já integrou o Grupo de Operações Táticas, foi titular da Superintendência de Polícia Regional Norte (SPRN) e atuava na Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

O então delegado-geral adjunto, José Lopes Pereira, foi desligado da função. Ele foi indiciado, junto com outras seis pessoas, pela Corregedoria da Polícia Civil por suposto uso ilegal de dados sigilosos.

As mudanças ocorrem em um momento de repercussão nacional envolvendo a Polícia Civil capixaba. Investigações recentes apontaram que a Corregedoria levou nove anos para apurar o envolvimento de policiais do Departamento Especializado de Narcóticos (Denarc) em um esquema de associação com criminosos e reintrodução de drogas no mercado ilegal.

Outro ponto de tensão envolve o ex-delegado-geral José Darcy Arruda, denunciado à Polícia Federal por suspeita de coação de testemunha. A notícia-crime foi apresentada pelo delegado Alberto Roque Peres, no âmbito de uma investigação federal.

Além disso, Arruda também esteve envolvido em embates internos recentes, como o conflito com Romualdo Gianordoli Neto, ex-subsecretário de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública, que resultou em ações judiciais após troca de acusações em redes sociais.

A reestruturação promovida pelo Governo do Estado busca reforçar a eficiência da instituição e ampliar o uso de inteligência no combate à criminalidade no Espírito Santo.


Fonte: portal ponto 3