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Março Lilás: Espírito Santo avança no combate ao câncer de colo do útero com exames de DNA

Publicado em: 26/03/2026

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No Dia Mundial de Conscientização (26), Sesa destaca a transição do Papanicolau para o teste molecular de PCR; estado estima 380 novos casos da doença por ano.

Neste dia 26 de março, Dia Mundial do Câncer de Colo do Útero, o Espírito Santo reforça as ações da campanha Março Lilás. A Secretaria da Saúde (Sesa) aproveita a data para destacar uma mudança histórica no rastreamento da doença: a substituição gradual do tradicional exame Papanicolau pelo teste molecular de DNA-HPV, que oferece maior precisão e permite identificar o vírus antes mesmo do surgimento de lesões.

O câncer de colo do útero é a terceira neoplasia mais comum entre as mulheres no Brasil. Causada pela infecção persistente do vírus HPV, a doença pode ser prevenida com vacinação (disponível para crianças e adolescentes de 9 a 14 anos) e pelo uso de preservativos.

A Nova Tecnologia de Rastreio

O Espírito Santo iniciou a implementação do teste de PCR em 2024, começando pela Região Sul. A bióloga Roberta Oliveira, da equipe técnica do Lacen/ES, explica a superioridade do novo método:

“O exame de PCR detecta a presença de DNA de alguns tipos de HPV, inclusive aqueles mais frequentemente associados ao Câncer de Colo do Útero. A presença do vírus não significa que vá desenvolver a doença, mas aponta uma melhor estratégia a seguir, seguindo um fluxo para cada resultado encontrado.”

Até o final de 2025, o projeto na Região Sul analisou mais de 13,5 mil pacientes. Os resultados foram impactantes: quase 28% das mulheres testadas apresentaram positividade para o HPV, sendo que em 45% dos casos positivos havia infecção por ao menos dois tipos do vírus.

Prevenção Primária e Secundária

A referência em Saúde da Mulher da Sesa, Christiani Pontara Faé, reforça que o combate à doença acontece em duas frentes. A primeira é evitar o contato com o vírus; a segunda é o diagnóstico precoce:

“A vacinação profilática e a utilização de preservativos são os métodos de prevenção primária. Já a prevenção secundária conta com exames de rastreio. O Papanicolau continua sendo ofertado nas Unidades Básicas de Saúde para mulheres de 25 a 64 anos, garantindo o acesso ao rastreamento enquanto a nova tecnologia é expandida.”

Dados e Estimativas

Os números reforçam a necessidade de atenção constante. Para o triênio 2026-2028, o INCA estima 380 novos casos anuais apenas no Espírito Santo. Em relação à mortalidade, os dados são preocupantes:

  • 2024: 204 óbitos no estado.

  • 2025: 177 óbitos (dados sujeitos a revisão).

  • 2026: 15 óbitos registrados apenas na primeira quinzena de março.

A Sesa agora trabalha na pactuação para levar a metodologia de PCR para as demais regionais do estado (Metropolitana, Central e Norte), visando reduzir as estatísticas de mortalidade através de diagnósticos cada vez mais precoces.


Fonte: portal ponto 3