
A Justiça do Espírito Santo determinou o afastamento de mais um policial civil lotado na Divisão de Narcóticos (Denarc). O agente é investigado por suposta colaboração com o Primeiro Comando da Capital (PCC), facção que tenta expandir e consolidar sua influência no território capixaba.
Este novo desdobramento faz parte de uma investigação sensível conduzida pelo Ministério Público do Espírito Santo (MPES) e pela Corregedoria da Polícia Civil. As suspeitas indicam que o policial estaria utilizando o cargo para vazar informações estratégicas, facilitar operações de tráfico ou proteger integrantes da organização criminosa em troca de vantagens ilícitas.
A medida reforça a gravidade das denúncias que atingem a delegacia especializada. Recentemente, outro policial da mesma unidade já havia sido afastado sob acusações semelhantes. A estratégia das autoridades agora é identificar se existe uma célula estruturada dentro da Narcóticos que atua para beneficiar o crime organizado ou se são casos isolados de corrupção.
O afastamento determinado pela Justiça inclui a suspensão do uso de arma, distintivo e acesso aos sistemas da Polícia Civil. Além do processo criminal, o agente deve responder a um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) que pode resultar em sua demissão definitiva da corporação.
A cúpula da Segurança Pública do Estado não divulgou o nome do investigado para não comprometer as diligências que ainda estão em curso. O objetivo é mapear todos os elos entre os agentes públicos e as lideranças do PCC que operam no Espírito Santo.