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Operação prende mãe suspeita de vender imagens de abuso da filha de 3 anos para piloto no ES

Publicado em: 11/03/2026

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Detida em Marataízes, mulher enviava fotos e vídeos da própria criança em troca de dinheiro; investigação revela rede de exploração chefiada por piloto de aviação.

A Polícia Civil do Espírito Santo (PCES) detalhou, na tarde de terça-feira (10), a prisão de uma jovem de 29 anos em Marataízes, litoral Sul do Estado. Ela é suspeita de explorar sexualmente a própria filha, de apenas 3 anos de idade. A prisão faz parte da segunda fase da Operação “Apertem o Cinto”, realizada em conjunto com a Polícia Civil de São Paulo (PCSP).

A investigação aponta que a mulher enviava fotos e vídeos em que abusava sexualmente da criança — que na época dos registros tinha apenas 2 anos — para um piloto de aviação comercial, de 60 anos, preso em fevereiro.

Rede de Exploração e Crueldade

O piloto, apontado como chefe de uma rede que atuava há pelo menos oito anos, pagava para receber os materiais ilícitos. Segundo a polícia, ele conheceu a suspeita durante uma viagem ao Espírito Santo e mantinha contato por aplicativos de mensagens. Eles planejavam um novo encontro presencial para que os crimes continuassem.

A delegada Gabriela Enne, do DEHPP, relatou que a mulher não demonstrou arrependimento no momento da prisão. “Ela apenas demonstrou vergonha pelo que tinha feito”, afirmou.

Já os familiares da investigada reagiram com espanto e revolta ao tomarem conhecimento da gravidade dos atos no momento da abordagem policial.

Acusações Graves

A mulher será indiciada por uma série de crimes hediondos, incluindo:

  • Estupro de vulnerável;

  • Exploração sexual infantil;

  • Produção, venda, compartilhamento e armazenamento de pornografia infantil;

  • Aliciamento de criança.

O piloto, preso na primeira fase da operação em São Paulo, também é suspeito de utilizar documentos falsos para levar vítimas menores de idade a motéis. As autoridades seguem investigando a rede para identificar outras possíveis vítimas e criminosos envolvidos.


Fonte: portal ponto 3