
A Polícia Civil do Espírito Santo (PCES) detalhou, na tarde de terça-feira (10), a prisão de uma jovem de 29 anos em Marataízes, litoral Sul do Estado. Ela é suspeita de explorar sexualmente a própria filha, de apenas 3 anos de idade. A prisão faz parte da segunda fase da Operação “Apertem o Cinto”, realizada em conjunto com a Polícia Civil de São Paulo (PCSP).
A investigação aponta que a mulher enviava fotos e vídeos em que abusava sexualmente da criança — que na época dos registros tinha apenas 2 anos — para um piloto de aviação comercial, de 60 anos, preso em fevereiro.
O piloto, apontado como chefe de uma rede que atuava há pelo menos oito anos, pagava para receber os materiais ilícitos. Segundo a polícia, ele conheceu a suspeita durante uma viagem ao Espírito Santo e mantinha contato por aplicativos de mensagens. Eles planejavam um novo encontro presencial para que os crimes continuassem.
A delegada Gabriela Enne, do DEHPP, relatou que a mulher não demonstrou arrependimento no momento da prisão. “Ela apenas demonstrou vergonha pelo que tinha feito”, afirmou.
Já os familiares da investigada reagiram com espanto e revolta ao tomarem conhecimento da gravidade dos atos no momento da abordagem policial.
A mulher será indiciada por uma série de crimes hediondos, incluindo:
Estupro de vulnerável;
Exploração sexual infantil;
Produção, venda, compartilhamento e armazenamento de pornografia infantil;
Aliciamento de criança.
O piloto, preso na primeira fase da operação em São Paulo, também é suspeito de utilizar documentos falsos para levar vítimas menores de idade a motéis. As autoridades seguem investigando a rede para identificar outras possíveis vítimas e criminosos envolvidos.