Bases no Oriente Médio
Das 19 bases militares dos EUA no Oriente Médio, oito delas são controladas pelo país e outras 11 com presença de tropas e equipamentos militares, segundo um levantamento de 2024 do Congresso dos Estados Unidos.
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Kuwait: 5 bases;
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Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Iraque, Arábia Saudita e Síria: 2 bases cada;
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Egito, Jordânia, Omã, Catar: 1 base cada.
A maior base dos EUA no Oriente Médio fica no Catar. É a de Al Udeid, que abriga cerca de 10 mil soldados, segundo institutos especializados em questões militares. Outras bases da região, principalmente na Jordânia, têm sido utilizadas para acumular jatos de guerra para um eventual ataque contra o Irã.
Em janeiro, países da Península Arábica, que tem alguns dos maiores aliados dos EUA no Oriente Médio, proibiram o governo Trump de utilizar seus espaços aéreos e terrestres para lançar um ataque contra o Irã. Foi o caso da Arábia Saudita, da Jordânia, e dos Emirados Árabes Unidos.
Esses países temem uma guerra de grandes proporções no Oriente Médio. Afinal, o regime do aiatolá Ali Khamenei prometeu retaliar qualquer ataque ao Irã bombardeando bases aéreas dos EUA na região.
"Al Udeid", Catar
A base de Al Udeid abriga cerca de 10 mil tropas dos EUA e tem capacidade para 100 aeronaves. É nela que fica o quartel general do Centcom, divisão central do Exército dos EUA responsável pelo Oriente Médio, Egito, Ásia Central e partes do sul da Ásia. É a única base que atua como um comando regional mais amplo.
​Al Udeid foi atacada em 2025 pelo Irã em retaliação a bombardeios dos EUA contra instalações nucleares. Em janeiro deste ano, a base entrou em alerta máximo e evacuou parte do pessoal. No início de fevereiro, o Exército norte-americano posicionou baterias móveis de defesa aérea Patriot no local.
"Camp Arifjan", Kuwait
Essa base é considerada um centro logístico do Exército norte-americano e já deu suporte para missões dos EUA no Iraque e na Síria. Possui diferencial em suprimentos e mobilização rápida. Abriga cerca de nove mil soldados dos EUA.
"Al Dhafra", Emirados Árabes Unidos
A base possui mais de 50 jatos F-22, drones de ataque e aeronaves de vigilância dos EUA. Tem um foco em inteligência, aviação furtiva e monitoramento regional. Abriga cerca de 3,5 mil soldados norte-americanos.
"Naval Support Activity (NSA) Bahrain", Bahrein
A base naval dos EUA no Bahrein tem entre sete e nove mil soldados dos EUA e tem como foco garantir a segurança do Golfo Pérsico, do Mar Vermelho e Oceano Índico.
É uma base naval considerada estratégica por ter capacidade de receber um porta-aviões —Washington geralmente deixa ao menos uma dessas embarcações estacionada na região—, outros navios de combate e submarino nuclear.
"Muwaffaq Salti", Jordânia
A base de Muwaffaq Salti., na Jordânia, abriga uma aeronaves da 332ª divisão da Força Aérea dos EUA, que inclui jatos F-15, F-16, aviões de vigilância e helicópteros de ataque. Abriga cerca de dois mil soldados dos EUA.
Ela foi uma das bases que recebeu mais jatos dos EUA deslocados para o Oriente Médio na atual escalada militar de Washington contra o Irã.
"Prince Sultan", Arábia Saudita
A base Prince Sultan tem cerca de 2,3 mil tropas dos EUA e tem foco em proteger rotas de petróleo de ataques do Irã ou dos Houthis, grupo rebelde iemenita financiado por Teerã. Possui defesa antimísseis Patriot e THAAD.
Bases militares e tropas dos EUA pelo mun
Os EUA são uma superpotência militar mundial e possuem a maior rede de bases militares estrangeiras, segundo institutos especializados em estudos militares.
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São cerca de 170 mil tropas postadas em cerca de 800 instalações militares em dezenas de países com os quais os EUA têm parceria;
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Dessas 800 instalações, 128 delas são bases militares, e elas estão distribuídas por 51 países em cinco continentes do mundo (veja no mapa acima), segundo um levantamento de 2024 do Congresso norte-americano;
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Bases militares costumam ter uma maior magnitude e possuem infraestrutura para alojamento de tropas, armazenamento de equipamentos e com funções de defesa e logística.
O posicionamento e distribuição dessas instalações militares e tropas têm importância estratégica fundamental para as pretensões geopolíticas dos EUA e servem principalmente para a contenção de seus adversários e projeção de poder militar, segundo Vitelio Brustolin, professor de Relações Internacionais da Universidade Federal Fluminense (UFF) e pesquisador de Harvard .
Segundo o Congresso dos EUA, as principais razões estratégicas para manter bases pelo mundo são:
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Facilitar respostas militares rápidas fora dos EUA quando necessário;
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Dissuadir adversários de atacar os EUA ou seus aliados e parceiros;
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Garantir a segurança dos países aliados e parceiros dos EUA.
O país gastam mais de US$ 70 bilhões (R$ 364 bilhões) por ano para manter suas instalações militares no exterior, segundo dados de outubro de 2025. São 230 mil militares, entre tropas da ativa e civis funcionários do Departamento de Guerra e membros da Guarda Nacional, posicionados entre essas instalações. Desses, cerca de 170 mil são tropas da ativa.