"Me mandaram uma foto e eu falei: é minha casa'". Foi assim que o profissional da saúde Flávio Santos soube do desaparecimento da família após a casa dele desabar em Juiz de Fora, após a forte chuva que caiu na cidade na segunda-feira (25).
Angustiado, Flávio aguarda notícias da localização dos dois filhos, da nora, do neto e da esposa, que estavam no imóvel. Durante o desabamento, o profissional da saúde estava em Belo Horizonte.
"Me ligaram para perguntar se estava tudo bem. Mas eu estava em BH. Falei que estava tudo bem. E falaram: 'mas e o restante do pessoal'?. E eu falei: 'não sei'. Me mandaram a foto e eu falei: 'é minha casa'. Daí eu comecei tentar contato com meus filhos, esposa, e não consegui contato com ninguém."
O forte temporal deixou dezenas de mortos, desaparecidos e milhares de desabrigados.
O Corpo de Bombeiros entrou, nesta quarta-feira (25), no segundo dia de buscas por desaparecidos em Juiz de Fora.
Mais de 700 ocorrências
Foram registradas quase 800 ocorrências no total em Juiz de Fora. Desse número, a maioria é de escorregamentos de talude, ameaças de escorregamento de talude e alagamentos. Cerca de mil pessoas estão sem energia elétrica na cidade.
Entre as vítimas da tragédia estão estudantes e uma professora. As mortes aconteceram nos bairros JK, Santa Rita, Vila Ideal, Lourdes, Vila Alpina, São Benedito e Vila Olavo Costa, em Juiz de Fora.
Cinco corpos foram encontrados nesta madrugada nos bairros Paineiras (1), Esplanada (3) e Vila Ideal (1).