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Iema orienta população sobre como agir ao encontrar animais silvestres em áreas públicas

Publicado em: 19/02/2026

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O Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema) orienta a população a não interagir com animais silvestres encontrados em áreas de acesso público, como praias, praças, Unidades de Conservação, parques e zonas urbanas. Mesmo quando aparentam estar calmos ou habituados à presença humana, esses animais não devem ser tratados como domésticos.
 
A aproximação excessiva, o toque, a tentativa de alimentar, oferecer água ou até mesmo o registro de imagens muito próximas podem causar estresse, alterar o comportamento natural da fauna e apresentar perigo tanto para os animais quanto para os indivíduos, devido a reações defensivas como mordidas e arranhões. A recomendação é manter distância segura, evitar aglomerações e permitir que o animal tenha uma rota livre para se afastar espontaneamente.
 
Nos casos em que o animal esteja ferido, debilitado ou em situação de risco, a orientação é acionar imediatamente os órgãos ambientais competentes, como o Ibama ou a Polícia Militar Ambiental e o próprio Iema. Como medida de segurança, o cidadão deve permanecer em local protegido; se estiver em veículo, deve acionar as luzes de advertência (pisca-alerta) e fornecer a localização da ocorrência. Qualquer tentativa de manejo por conta própria deve ser evitada, pois pode agravar a situação e colocar a população em perigo.
 
Além dos riscos à segurança, a interação inadequada com animais silvestres pode caracterizar molestamento, o que é passível de sanções administrativas, conforme a legislação ambiental vigente. Espécies como a capivara, que têm sido registradas com mais frequência em áreas urbanas e praias, são animais silvestres protegidos por lei, podem transmitir zoonoses e apresentar comportamento defensivo quando se sentem ameaçadas.
 
Para o coordenador de Fauna do Iema, Cosme Damião Valim Carvalho, mesmo atitudes que parecem inofensivas podem trazer consequências. “O simples fato de cercar um animal silvestre para fotos ou interação já caracteriza uma interferência no comportamento natural, podendo resultar em situações de risco e configurar infração ambiental”, destaca.
 
O Iema reforça que a convivência segura entre pessoas e fauna silvestre depende do respeito aos limites naturais dos animais. Observar a distância é a melhor forma de proteger a população, preservar a vida silvestre e evitar acidentes, conflitos e impactos negativos ao equilíbrio ambiental.

 

 


Fonte: noroeste news