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Carnaval com segurança: Sesa alerta para prevenção de ISTs durante a folia

Publicado em: 13/02/2026

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Uso de preservativos e diagnóstico precoce são fundamentais para evitar sífilis, HIV e hepatites; rede pública oferece tratamentos de urgência como a PEP.

A chegada do Carnaval acende o alerta para a saúde sexual. A Secretaria da Saúde (Sesa) reforça que a camisinha — tanto externa quanto interna — continua sendo o acessório mais indispensável na pochete dos foliões. O objetivo é garantir que a diversão não seja interrompida pelo contágio de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), como sífilis, HIV, gonorreia e herpes genital.

Muitas dessas infecções não apresentam sintomas imediatos. Por isso, especialistas orientam que, após qualquer exposição de risco (relação desprotegida), o cidadão procure uma Unidade Básica de Saúde.

Exposição ao risco: O que fazer?

Se houve falha ou ausência de proteção, o tempo é um aliado. A Sesa destaca a PEP (Profilaxia Pós-Exposição), um tratamento medicamentoso que pode evitar a infecção pelo HIV, desde que iniciado em até 72 horas após o contato.

Além disso, o SUS disponibiliza a PrEP (Profilaxia Pré-Exposição) para pessoas em maior vulnerabilidade, consistindo no uso diário de medicação para prevenir o vírus.

Fique atento aos sinais

A orientação é procurar atendimento médico imediato ao notar:

  • Corrimento genital ou feridas/bolhas;

  • Dor ou ardência ao urinar;

  • Verrugas na região íntima ou ínguas na virilha;

  • Dor durante a relação sexual.

Cenário no Espírito Santo

Os dados de 2025 mostram que o desafio permanece: a estimativa é de 1.270 novos casos de HIV em adultos no Estado. Em relação à sífilis, o número de casos adquiridos saltou de 7.567 em 2024 para 8.957 no último ano registrado, reforçando a necessidade de testagem regular. Por outro lado, as hepatites virais vêm apresentando redução, graças à ampliação da vacinação e do saneamento básico.

Guia Prático da Folia Segura:

  1. Preservativo Sempre: Protege contra ISTs e gravidez não planejada em relações vaginais, anais e orais.

  2. Teste Regularmente: O diagnóstico precoce interrompe a cadeia de transmissão e permite tratamento eficaz.

  3. Sem Vergonha: Profissionais de saúde estão preparados para acolher e orientar sem julgamentos.


Fonte: PORTAL PONTO 03