
A chegada do Carnaval acende o alerta para a saúde sexual. A Secretaria da Saúde (Sesa) reforça que a camisinha — tanto externa quanto interna — continua sendo o acessório mais indispensável na pochete dos foliões. O objetivo é garantir que a diversão não seja interrompida pelo contágio de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), como sífilis, HIV, gonorreia e herpes genital.
Muitas dessas infecções não apresentam sintomas imediatos. Por isso, especialistas orientam que, após qualquer exposição de risco (relação desprotegida), o cidadão procure uma Unidade Básica de Saúde.
Se houve falha ou ausência de proteção, o tempo é um aliado. A Sesa destaca a PEP (Profilaxia Pós-Exposição), um tratamento medicamentoso que pode evitar a infecção pelo HIV, desde que iniciado em até 72 horas após o contato.
Além disso, o SUS disponibiliza a PrEP (Profilaxia Pré-Exposição) para pessoas em maior vulnerabilidade, consistindo no uso diário de medicação para prevenir o vírus.
A orientação é procurar atendimento médico imediato ao notar:
Corrimento genital ou feridas/bolhas;
Dor ou ardência ao urinar;
Verrugas na região íntima ou ínguas na virilha;
Dor durante a relação sexual.
Os dados de 2025 mostram que o desafio permanece: a estimativa é de 1.270 novos casos de HIV em adultos no Estado. Em relação à sífilis, o número de casos adquiridos saltou de 7.567 em 2024 para 8.957 no último ano registrado, reforçando a necessidade de testagem regular. Por outro lado, as hepatites virais vêm apresentando redução, graças à ampliação da vacinação e do saneamento básico.
Preservativo Sempre: Protege contra ISTs e gravidez não planejada em relações vaginais, anais e orais.
Teste Regularmente: O diagnóstico precoce interrompe a cadeia de transmissão e permite tratamento eficaz.
Sem Vergonha: Profissionais de saúde estão preparados para acolher e orientar sem julgamentos.