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Polícia identifica quatro envolvidos na execução de ?Marcelo Carioca? em Vila Velha

Publicado em: 28/01/2026

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Crime ocorreu em agosto de 2025, quando a vítima saía para trabalhar no regime semiaberto; ataque foi motivado por vingança entre as facções rivais PCV e TCP.

A Polícia Civil identificou, nesta terça-feira (27), quatro homens responsáveis pelo assassinato de Marcelo da Silva Fernandes, conhecido como “Marcelo Carioca”. O crime, que chocou moradores do bairro Glória, aconteceu no dia 4 de agosto de 2025, no momento em que o detento deixava a Casa de Custódia de Vila Velha para trabalhar.

Um dos investigados, Izaque Ferreira Gonçalves, de 27 anos, já se encontra sob custódia. A Justiça decretou a prisão preventiva de todos os envolvidos, que serão indiciados por homicídio qualificado.

Os suspeitos e seus papéis no crime

De acordo com as investigações, o grupo dividiu as tarefas para garantir a execução e a fuga:

  • Luiz Carlos Reis Santos (42) e Gilcleydson de Oliveira Pereira (35): Apontados como os executores que dispararam contra a vítima. Um terceiro executor ainda não foi identificado.

  • Maurício Ferreira Pereira Junior (30): Responsável por fornecer o armamento e o veículo clonado utilizado na abordagem.

  • Izaque Ferreira Gonçalves (27): Prestou suporte logístico, resgatando os executores após abandonarem o carro clonado e levando-os de volta ao Morro do Jaburu, em Vitória.

Vingança entre facções rivais

A motivação do crime está diretamente ligada à guerra pelo controle do tráfico de drogas na capital. Marcelo Carioca era natural do Morro do Jaburu, região dominada pelo Terceiro Comando Puro (TCP). No entanto, após ser expulso do local em 2016, ele se aliou ao Primeiro Comando de Vitória (PCV), baseado no bairro Jesus de Nazareth.

Em abril de 2024, Marcelo planejou um ataque contra seus antigos aliados no Jaburu. A operação terminou em confronto com a polícia, resultando na morte de cinco traficantes e na prisão de Marcelo. Ao progredir para o regime semiaberto em maio de 2025, ele passou a ser monitorado pelos rivais, que planejaram sua morte como uma forma de “acerto de contas”.

Dinâmica da execução

Na manhã do crime, por volta das 6h30, Marcelo foi surpreendido pelos criminosos ao sair da unidade prisional. Testemunhas relataram que três homens desceram de um carro e iniciaram uma perseguição a pé, disparando diversas vezes. Marcelo tentou fugir, mas morreu no local. O ataque foi tão intenso que atingiu residências e estabelecimentos comerciais próximos.

Segundo a polícia, a colaboração entre os criminosos foi milimetricamente planejada. Izaque, que é integrante do TCP em Ibiraçu, no Norte do Estado, foi o responsável por garantir que os executores retornassem em segurança para o Jaburu após o abandono do veículo utilizado no ataque.

“O ataque foi uma espécie de ‘vingança’, já que todos os envolvidos são integrantes da mesma facção que comanda o morro do Jaburu, local de origem da vítima e contra o qual ele mesmo organizou um ataque em disputa pelo tráfico local”, explicou a autoridade policial responsável pelo caso.

As autoridades agora trabalham para localizar os três foragidos e identificar o último integrante do grupo que participou da execução direta.


Fonte: PORTAL PONTO 03