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Presbítero é preso por estupro de vulnerável da namorada que estava sob efeito de remédios

Publicado em: 15/01/2026

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Um presbítero de 28 anos foi preso preventivamente suspeito de estupro de vulnerável em Ibatiba, na Região do Caparaó, no Sul do Espírito Santo. A vítima é a namorada dele, de 27 anos, que estaria sob efeito de medicamentos no momento do crime.
 
Segundo a Polícia Civil, o abuso ocorreu em outubro do ano passado. O crime teria sido praticado na mesma cama onde dormia o filho menor de idade da vítima. Os nomes dos envolvidos e o bairro não foram divulgados pela polícia.
 
Presbíteros são indivíduos eleitos pela congregação de uma determinada igreja para dirigi-la e ser seu chefe espiritual. Eles são ordenados como colaboradores no cumprimento da missão pastoral, e também atuam na administração, ensino e cuidado pastoral.
 
O delegado Hélio Flávio Martins, que responde pela Delegacia Regional de Ibatiba, explicou que o estupro de vulnerável se aplica quando a vítima não tem condições de oferecer resistência, por qualquer motivo. Neste caso, estar medicada impedia a vítima de se defender.
 
"Quando a vítima, por qualquer causa, não pode oferecer resistência, aplica-se o mesmo enquadramento do estupro de vulnerável. Um exemplo clássico é quando a pessoa ingeriu uma medicação e, em razão do estado de sonolência, não pôde resistir à conduta. Nesses casos, a pena é mais alta justamente porque a vítima não tinha possibilidade de resistência", explicou o delegado.
 
A prisão foi autorizada pela Justiça após parecer favorável do Ministério Público do Espírito Santo (MPES). O mandado foi cumprido na última terça-feira (13).
 
O caso foi enquadrado como estupro de vulnerável no contexto de violência doméstica.
 
Ainda segundo o delegado, o inquérito aponta desprezo pela dignidade da mulher e pela proteção da criança. "O inquérito destacou que os atos libidinosos eram praticados na mesma cama onde dormia o filho menor de idade da vítima", afirmou.
 
O suspeito foi encaminhado ao sistema prisional e permanece à disposição da Justiça. O processo tramita sob segredo de justiça.

Fonte: noroeste news