
Um dia de confraternização e consumo de bebidas alcoólicas terminou em tragédia no município de Montanha, no Norte do Espírito Santo nesta última quarta-feira (07). João Batista Bruno da Silva foi morto com uma facada no peito dentro de uma residência. A suspeita do crime, identificada como Claudiana André, foi presa em flagrante no local enquanto tentava socorrer a vítima.
A Polícia Militar foi acionada para averiguar uma ocorrência de esfaqueamento. Ao chegarem ao endereço, os policiais encontraram João Batista caído ao solo, já sem sinais vitais. Próximo ao corpo, Claudiana utilizava a própria blusa para fazer compressão no ferimento da vítima em uma tentativa de estancar o sangue. Uma equipe do SAMU foi acionada e o médico de plantão constatou o óbito, identificando uma lesão perfurante na região do precórdio (peito).
Aos militares, Claudiana relatou que ela e João Batista eram amigos de longa data e que estavam bebendo desde as 10h da manhã enquanto realizavam afazeres domésticos. Segundo sua versão, ela estava cortando alho com uma faca quando o homem teria tentado agarrá-la à força. Ao tentar empurrá-lo para se defender, a faca que estava em sua mão acabou atingindo o peito de João.
Apesar da alegação da suspeita, vizinhos que preferiram não se identificar relataram uma dinâmica diferente. Segundo testemunhas, era possível ouvir uma discussão acalorada vinda de dentro da casa, com Claudiana gritando repetidamente para que João Batista fosse embora da residência. Uma mulher se apresentou aos militares afirmando ter testemunhado o início do confronto.
A faca utilizada no crime foi encontrada suja de sangue em um dos cômodos da casa. O local foi isolado pela Polícia Militar até a chegada da Perícia Técnica, que realizou os levantamentos necessários e encaminhou o corpo ao Serviço Médico Legal (SML).
Claudiana, que apresentava sinais visíveis de embriaguez, foi detida e acompanhada por seus advogados durante todo o procedimento. Ela foi levada ao hospital local para exames de corpo de delito e, em seguida, conduzida à 17ª Delegacia Regional de Nova Venécia, onde foi entregue à autoridade policial para as providências cabíveis. A faca foi apreendida e entregue à Polícia Civil como prova técnica do caso