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Universidades federais sofrem corte de R$ 488 milhões no orçamento de 2026

Publicado em: 24/12/2025

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O orçamento das universidades e institutos federais para 2026 sofreu um corte de R$ 488 milhões, o que representa uma redução de 7,05% nos recursos discricionários das instituições. A informação foi divulgada nesta terça-feira (23) pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior.

Em nota, a Andifes manifestou “profunda preocupação” com a redução aprovada pelo Congresso Nacional no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) enviado pelo Executivo. Segundo a entidade, o corte agrava um cenário já considerado crítico nas universidades federais.

Os recursos discricionários são utilizados para despesas essenciais, como pagamento de contas de água, energia elétrica, serviços de limpeza, segurança e manutenção, além de bolsas de assistência estudantil.

De acordo com a Andifes, os cortes foram aplicados de forma desigual entre as instituições e atingiram todas as ações orçamentárias fundamentais para o funcionamento da rede federal de ensino superior.

 

Assistência estudantil entre as mais afetadas

Uma das áreas mais impactadas é a assistência estudantil, considerada estratégica para garantir a permanência de estudantes de baixa renda. Apenas nesse setor, o corte foi de R$ 100 milhões, o equivalente a uma redução de 7,3% no orçamento da área.

“Os cortes aprovados agravam um quadro já crítico. Caso não haja recomposição, o orçamento das universidades federais em 2026 ficará nominalmente inferior ao orçamento executado em 2025, sem considerar os impactos da inflação e os reajustes obrigatórios de contratos, especialmente os relacionados à mão de obra”, afirmou a entidade no comunicado.

A Andifes também alertou que reduções nos recursos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico comprometem o desenvolvimento científico e tecnológico do país.

“Estamos diante de um cenário de comprometimento das atividades de ensino, pesquisa e extensão, de ameaça à sustentabilidade administrativa das universidades federais e à permanência de estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica”, destacou a associação.

Articulação por recomposição

A entidade informou ainda que está articulando junto ao Congresso Nacional e ao Governo Federal a recomposição dos recursos cortados. Procurado, o Ministério da Educação ainda não se manifestou sobre quais medidas poderão ser adotadas para recompor o orçamento.

A disputa por mais recursos para as universidades federais não é recente. Após uma relação marcada por tensões durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, as instituições retomaram o diálogo com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ainda assim, enfrentaram novas restrições orçamentárias ao longo do atual mandato.

Em maio deste ano, universidades anunciaram medidas de contenção de gastos, como redução no consumo de combustível, suspensão da compra de equipamentos de informática e cortes em passagens aéreas. Na ocasião, após pressão das instituições, o governo federal anunciou a recomposição parcial do orçamento.


Fonte: FA notícias