Espírito Santo perde o posto de 2º maior produtor de petróleo e gás do país

Plataforma P-57, localizada no Parque das Baleias, é uma das maiores produtoras de petróleo no Estado

Posição foi desbancada pelo Estado de São Paulo

RIO DE JANEIRO (RJ) – Pela primeira vez na história, São Paulo fechou um ano como segundo maior produtor de petróleo e gás do país, desbancando o posto que até então era ocupado pelo Espírito Santo. De acordo com números da Agência Nacional do Petróleo (ANP), o Estado paulista encerrou 2017 com uma produção de aproximadamente 163 milhões de barris de óleo equivalente (boe=óleo + gás), 131 mil barris a mais que a produção capixaba.

Na produção média do ano, os dois Estados tiveram um volume muito próximo, sendo que em São Paulo a média de barris diários produzidos foi de 447,3 mil contra 446,9 mil do Espírito Santo.

A mudança de posições no ranking nacional deve-se sobretudo às descobertas do pré-sal na Bacia de Santos, que fizeram a produção paulista sair de cerca de 14 mil barris de petróleo por dia em 2010 para os quase 450 mil atuais. No último ano, por exemplo, a plataforma P-66 entrou em operação, contribuindo para incrementar os dados paulistas.

Atualmente, os campos de Lula e Sapinhoá, ambos na Bacia de Santos, são os que mais produzem no país. Na sequência aparecem os campos capixabas de Jubarte e Baleia Azul, localizados na Bacia de Campos, litoral Sul.

A primeira vez que a produção mensal de São Paulo foi superior a do Espírito Santo foi em julho de 2017. Depois disso, a produção paulista ficou à frente da capixaba outras três vezes. O último boletim da ANP, com dados de dezembro, aponta que em São Paulo a produção naquele mês, por meio de seis campos produtores, alcançou por dia 471 mil boes. Já no Espírito Santo foram produzidos nos 51 campos 440 mil barris.

Por mais que os volumes produzidos entre os dois Estados sejam, por enquanto parecidos, São Paulo deve se consolidar cada vez mais como segundo maior produtor no ranking, aumentando a distância do Espírito Santo, que passa a ocupar a terceira posição. A troca de posições será reforçada conforme entrarem em operação as novas plataformas previstas para operarem na Bacia de Santos.


(*Com informações do Gazeta on line)

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