Vereador Jorginho conhece produção de goiaba e maracujá mantida por presos

O trabalho é parte do projeto de ressocialização desenvolvido pela PRSM.

SÃO MATEUS (ES) – O vice-presidente da Câmara de São Mateus, vereador Jorge Recla de Jesus (PTB), visitou recentemente a Penitenciária Regional de São Mateus (PRSM) para conhecer um dos projetos desenvolvidos pela Unidade Prisional de ressocialização dos internos.

Denominado “Semeando a Liberdade”, a proposta do projeto consiste em ofertar a presos condenados nos regimes fechado e semi-aberto a possibilidade de serem reintegrados à sociedade. Numa fazenda do Instituto Capixaba de Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), localizada ao lado da penitenciária, os internos mantém o cultivo de maracujá e goiaba da espécie “Paloma”.

Jorginho relata que a produção do maracujá é de 25 toneladas por hectare e atualmente ocupa uma área de cinco hectares. A produção da goiaba está no segundo ciclo, com previsão de chegar a 100 toneladas em 2018, ocupando uma área de 6,5 hectares.

Para participarem do projeto, os internos passam por uma avaliação da equipe multidisciplinar da unidade prisional e apenas os que apresentam perfil para a atividade são selecionados. Durante todo o período em que permanecem na fazenda, os internos são monitorados por inspetores da Secretaria de Estado da Justiça (SEJUS).

Reintegração social e redução da pena

O diretor da PRSM, Flávio de Oliveira Oggione, conta que o projeto já chegou a ser mantido por 15 internos, mas atualmente apenas seis trabalham na produção. “Essa redução é consequência da seca mas nossa pretensão é chegar a 20 internos trabalhando no projeto até 2020”, disse o diretor. Ainda de acordo com Oggione, mais de 40 presos já passaram pelo projeto, com índice zero de reincidência no crime.

A cada três dias trabalhados, o interno tem direito a redução de um dia na pena que foi condenado e ainda o direito de receber um salário mínimo, pago com os recursos oriundos do próprio projeto.

O Semeando a Liberdade funciona desde 2014 em parceria com a SEJUS, Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), Cáritas Diocesana de São Mateus e a Associação Semeando a Liberdade (Asel). “O projeto é autossustentável. Pagamos todos os custos com a produção dos internos, que já é comercializada pelo Supermercado Santo Antônio e em Feiras Livre do município”, contou Oggione.

Para este ano, a meta é inserir mais dois tipos de cultivo na produção da fazenda: o café e a goiaba “Cortibel”.

“Acredito muito na possibilidade de reintegrar aquele que hoje é um interno, à sociedade. É preciso oferecer essa chance a quem cometeu algum crime, mas de maneira digna, como faz o Penitenciária Regional de São Mateus. É bom e tranquilizante saber que em São Mateus o sistema prisional funciona”, salientou Jorginho.

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